Encare, ele cresceu

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O problema não está em não conversar com os pais, está no fato de não querer conversar. Será tão difícil assim manter uma relação aberta a ponto de confiar plenamente neles?  Quando digo ‘confiar’ não estou me referindo à confiança infantil – de proibir que fale para assim ninguém descobrir ou de desejar manter aquele segredo como eterno -, falo da confiança que não julga. Aquela que escuta, presta atenção, e mesmo não concordando com aquilo que fez não te massacra, não te arruína. Refiro-me àquela que te faz perceber o erro e te fornece coragem para seguir enfrente e corrigi-lo.

Deve ser decepcionante descobrir que seu filho não conta mais o que acontece com ele. Como não se preocupar? Como poderiam confiar nas suas decisões se nem ao menos ‘seus bebês’ tem coragem de dizê-las? Como não se sentir solitário, fraco e tristemente chateado consigo mesmo por sua criação, pelo seu ventre, ter cortado o cordão umbilical sem nem ao menos avisar.

Sim, foi um susto a primeira vez que ele chegou bêbado em casa. Achara que o mundo havia acabado, que havia falhado como mãe. Para você, esse era meio caminho andado ao alcoolismo e até mesmo para as drogas. Criou situações na sua cabeça, inventou atitudes que ele poderia ter que o arruinaria – e assim, te arruinaria -, alimentou pesadelos e prometeu concertar o seu suposto erro como responsável. Colocou-o de castigo, fez juras de não o perdoar, chorou na sua frente para que assim, esse insensível, percebe-se o quão dolorido ele deixara seu coração, o quão preocupada você estava.

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Liberdade de imprensa?

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“A imprensa deve ser absolutamente livre para publicar o que achar que é notícia, e os cidadãos devem ser igualmente livres para receber informações precisas e honestas, exigir controle de qualidade, rigor ético e, sobretudo, devem ter o direito de contestar e cobrar retificações e reparações.” -  trecho retirado do ‘Boletim nº 8 Março-Abril de 1996 – Instituto Gutenberg’

Analisando o desencadear da história e a atuação da imprensa como relatores dos acontecimentos da humanidade, torna-se evidente o fato de esses influenciarem nas decisões e nas opiniões públicas, muitas vezes modificando ou mantendo os percursos que são traçados.

A partir da promulgação da Lei da Imprensa – fevereiro de 1967 -, os jornalistas passaram a viver sob a sombra da censura; época da ditadura militar. Estimular movimentos de trabalhadores em busca da justiça – seja ela qual fosse -, era motivo suficiente para definir o gesto como subversão à ordem.

Assim, de acordo com o jornalista e advogado Vinícius Ferreira Laner, “em uma análise conclusiva da origem e da evolução histórica da legislação brasileira de imprensa, não se lê, nos principais autores da época, nenhum comentário favorável à elaboração e aplicação da Lei da Imprensa.” ¹

No decorrer dos anos, diversos processos foram realizados pelos jornalistas com o objetivo de modificar a lei e assim possuir a tão desejada ‘liberdade’. O problema é: será que essas “indústrias jornalísticas não estão confundindo a liberdade de impressa com a liberdade de impressão?” ². O que está em discussão é justamente o valor democrático da sociedade. O assunto é delicado.

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Um pouco sobre o Brasil

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Artigo anterior traduzido.

Ao viajar para um país diferente, seu senso crítico referente à sua origem fica apurado. Passamos a comparar os mínimos detalhes como roupas, faróis nas ruas e as cores da vegetação.

Assim, se migramos com a intenção de morar no lugar por um período, além da fascinação com o novo, o medo e a saudade da família e dos amigos se tornam presentes.

Com a nova rotina, a única alternativa para o viajante é se adaptar.

Meu país de origem, o Brasil, fica na América do Sul e, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) tem 191 milhões de habitantes.

É o quinto maior país do mundo e, diferente do que muitos imaginam, não se resume ao futebol, samba e carnaval.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, há cerca de 10 milhões de habitantes. Além do grande número de pessoas, as dificuldades do município se tornam proporcionais.

O transporte público é insuficiente, já que as cidades da região metropolitana do estado também fornecem mão-de-obra para o município. A frota de veículos, por volta de 6 milhões só na capital, ajuda para o caos no fluxo da cidade que se reflete no atraso e superlotação dos ônibus nos horários de picos (das 8h às 10h e das 18h às 20h).

Como andar de bicicleta é perigoso – por causa da falta de educação dos motoristas –, a população não cogita essa possibilidade.

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Auf Deutsch über Brasilien

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Artigo escrito em alemão no período em que fui Au-pair-Mädchen (babá) na Alemanha.

Bei Reisen in ein anderes Land, seinen kritischen Sinn in Bezug auf seine Herkunft ansässig ist. Wir vergleichen die kleinsten Details wie Kleidung, Straßenbeleuchtung und die Farben der Vegetation.

Also, wenn wir mit der Absicht, wohnhaft in Ort für eine Zeit zu migrieren, neben der Faszination für die neuen, sich Angst und Sehnsucht nach Familie und Freunden präsentieren.

Mit der neuen Routine, ist die einzige Alternative für die Reisenden, sich anzupassen.

Meine Heimat ist Brasilien in Südamerika und nach IBGE (Brasilianisches Institut für Geographie und Statistik) hat 191 Millionen Einwohner.

Es ist das fünftgrößte Land der Welt und im Gegensatz zu, was viele denken, nicht nur Fußball, Samba und Karneval.

In Sao Paulo, zum Beispiel rund 10 Millionen Einwohnern. Neben der großen Zahl von Menschen, die Schwierigkeiten der Stadt geworden proportional.

Öffentliche Verkehrsmittel sind unzureichend, da die Städte der Metropolregion des Staates auch Arbeitskräfte für die Stadt. Die Flotte von Fahrzeugen, etwa 6 Millionen allein in der Hauptstadt, hilft es, Chaos in den Fluss der Stadt, die in Verspätungen und Überfüllung der Busse zu Stoßzeiten reflektiert wird (8 bis 10 Uhr und von 18h bis 20h).

Wie Fahrrad fahren ist gefährlich – wegen der mangelnden Bildung der Fahrer – die Menschen nicht diese Möglichkeit prüfen.

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Pedra nos rins afeta 10% da população

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pedra-web

A formação de cálculos renais, mais conhecida como pedra nos rins, é uma doença que, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, afeta 10% da população entre os 20 e 40 anos de idade, sendo mais comum nos homens.

A calculose ou litíase renal ocorre devido à baixa ingestão de líquido, ao consumo excessivo de alimentos ricos em sal, obesidade, estresse emocional ou em uma dieta pobre em fibras vegetais e frutas. A funcionária pública, Yara Gonçalves de Melo, 38, disse que a dor é indescritível, comparável a dor de parto. “Depois da primeira cólica, nunca mais fiquei insensível nessa área. Sempre me incomoda.”

Além dos hábitos de vida, as pessoas suscetíveis a doença são àquelas que possuem herança genética da mesma. O estudante de jornalismo, Gustavo Lima de Azevedo, 20, contou que a dor é bem forte e constante, “não dá vontade nem de se mexer”. Porém, o estudante não passou por tratamento, “como é comum na minha família, só esperei passar”, explicou Gustavo. Mais

Precisamos de mudança, agora

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PARA O BLOG

Eu e um poste, qual é a diferença?

Eu e um poste somos iguais. As pessoas passam por nós e não nos notam, não são capazes de nos cumprimentar ou reconhecer o nosso esforço, afinal, o que seriam das ruas sem estarmos por perto segurando uma vassoura? Sim, essa é a nossa arma, esse é o nosso ’ganha pão’, acordamos cedo e tentamos cuidar da limpeza de nossa cidade. Tudo bem que, se fosse pra escolher, eu não escolheria esse trabalho, e digo isso não somente pela mão de obra que nos traz, mas sim pelo modo como somos tratados. As pessoas, sem ao menos se preocuparem com o tal meio ambiente, abrem as mãos e deixam que o plástico, a lata, a sujeira caia no chão. O meu dever é limpá-lo. Me visto de laranja e varro aquilo que virou algo inútil para você, muitos acham que, consequentemente, eu sou inútil. Quando eu estava na 4ª série, o último ano em que eu estudei – ainda lembro vagamente de como se liam as palavras -, a professora disse “aquilo que nós fazemos revela quem nós somos”. Então, fico pensando… Se as pessoas não conseguem enxergar além, se as suas  vistas são embaçadas pelo preconceito e eu sou um dos principais alvos dessa indiferença e, se o que nós fazemos é aquilo que nós somos, então, eu sou um lixo. Sou um poste. Ouvir Bom dia? Não, eu não sei como isso é…Devo ter esperança de escutá-lo?

“O Brasil escolheu um caminho errado para chegar à era digital, privilegiou os fabricantes de computadores. Quando de fato entrou no jogo, na década passada, andou rápido. A exclusão social é ruim de qualquer ângulo. É preciso evitar que a nova economia reproduza no Brasil problemas de muitos anos, ou, pior, agrave-os. Pode-se dizer, portanto que o paradigma da nova economia é a internet e seu efeito é uma nova sociedade – a sociedade do conhecimento que valoriza o capital intelectual e os processos de acúmulo e transferência do conhecimento.”(1)

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O primeiro texto exposto a cima é apenas um exemplo dos diversos casos e situações em que a mediocridade da opinião alheia faz com que os trabalhadores, não tão bem remunerados, sofram pela indiferença causada por esse tipo de preconceito.

Desde os primórdios da história, a humanidade dividiu os trabalhos entre os habitantes; enquanto um caça, o outro cozinha; enquanto alguns cuidam da parte financeira, outros criam o produto e assim por diante… A partir da Idade Média observa-se a divisão das classes sociais, seguíamos para a tão conhecida ‘pirâmide social’, onde a meta passou a ser alcançar seu topo. A massa, a população carente, a ‘deixada de escanteio’, essa fica embaixo, firme – na medida do impossível -, sustentando todo o resto. No meio, a classe média, cada vez aumentando mais seu número, torcendo para conseguir chegar no alto sabendo que qualquer deslize, qualquer descuido ou precipitação, pode levá-lo para baixo e, ficar no final da pirâmide, ninguém quer. No topo os tais ‘privilegiados’, de acordo com Marx são “a classe dominante, eles controlam direta ou indiretamente o estado.”(2) Podemos talvez concluir que a história da humanidade é a sucessão da luta de classes. Mais

Não basta apertar ‘confirma’

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urnaeletronica

Nas eleições de 2008 o que sabemos sobre nossos candidatos à prefeitura é o mesmo que sabemos sobre o significado enigmático do sorriso de Monalisa. A situação complica-se a partir desse ponto.

A atuação dos jovens na política e nas eleições municipais deixam a desejar. Por que esse desinteresse? Será que desistiram? Eles foram iludidos por essa máscara do país chamada de democracia? Será que apenas morrem de rir no horário eleitoral sem perceber o quão crítico isto é? Ou pior, percebem e vêem, porém, tornaram-se tão egoístas a ponto de não se preocuparem com estas “banalidades”?

Garanto-lhes que “digitar o número do seu candidato e apertar confirma”, não são as únicas obrigações exigidas aos eleitores: pesquisar sobre as propostas dos candidatos, observar o passado dos mesmos e assistir aos debates que as emissoras realizam, é essencial para, pelo menos, entrarmos na fila eleitoral com plena convicção do caminho que estamos escolhendo para nossa cidade. Mais

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