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A formação de cálculos renais, mais conhecida como pedra nos rins, é uma doença que, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, afeta 10% da população entre os 20 e 40 anos de idade, sendo mais comum nos homens.

A calculose ou litíase renal ocorre devido à baixa ingestão de líquido, ao consumo excessivo de alimentos ricos em sal, obesidade, estresse emocional ou em uma dieta pobre em fibras vegetais e frutas. A funcionária pública, Yara Gonçalves de Melo, 38, disse que a dor é indescritível, comparável a dor de parto. “Depois da primeira cólica, nunca mais fiquei insensível nessa área. Sempre me incomoda.”

Além dos hábitos de vida, as pessoas suscetíveis a doença são àquelas que possuem herança genética da mesma. O estudante de jornalismo, Gustavo Lima de Azevedo, 20, contou que a dor é bem forte e constante, “não dá vontade nem de se mexer”. Porém, o estudante não passou por tratamento, “como é comum na minha família, só esperei passar”, explicou Gustavo.
As pedras são formadas por massas duras de cristais que se unem ao se separarem da urina podendo requerer tratamento com analgésicos potentes devido à dor. No caso da Yara, foram necessários remédios, antiinflamatórios e exame de ressonância magnética, este identificou sete pedras no rim esquerdo e quatro no direito.

Além da dor, que geralmente começa na região lombar, sintomas como náuseas, vômitos e suor frio também são sucessíveis a aparecer. A urina pode conter sangue, devido à movimentação ou eliminação do cálculo, e a freqüência urinária tende a aumentar.

Para a prevenção da doença basta tomar bastante líquido, de 2 a 3 litros por dia. Quem tem tendência, a alimentação correta ajudará, o melhor é consultar um médico e assim fazer a dieta adequada – evitar chocolate, café, nozes, refrigerante com cola, entre outros.

Texto postado originalmente em: http://rronline.zip.net/ – “Ciência e Saúde”

Catharina Guedes

Colaboração: Michelle Navarro